sábado, 30 de Abril de 2011

And Soon The Darkness- E A Noite A Caír

"Alone. Stranded. No One To Trust."


   " Quando duas jovens americanas, em viagem pelo interior da Argentina, se perdem uma da outra e uma delas desaparece, algo tenebroso poderá acontecer à rapariga desaparecida, se a sua amiga não a conseguir encontrar. "

   Basicamente, nada acontece até meio do filme. É um thriller que arde lentamente, apesar de ter sido publicitado como excitante desde os primeiros instantes. Bem, não é.
    Desenvolve-se quase como Hostel. A primeira meia hora dá-nos o desenvolvimento das personagens com algumas referências sexuais aqui e ali, e depois começa o suspense. Tendo em conta que o filme tem uma duração de 85 minutos, o suspense deveria ter começado mais cedo. Depois de ganhar ritmo, começa então a tensão, se bem que bastante moderada.
   As interpretações das duas actrizes foram naturais, 
 mas nada de extraordinárias. Nalgumas ocasiões, a personagem de Odette foi algo irritante, exibindo-se em frente de tudo o que tinha testosterona, numa tentativa de os levar para a cama.Sejamos realistas. Se eu estivesse na Argentina, um local que por si só não tem fama de ser muito seguro, a última coisa que faria era tentar dormir com o primeiro homem que me passasse pela frente. Seria o mesmo que andar com um cartaz a dizer " Estou disponível para tráfego internacional com rumo à prostituição".  Bem, esqueçamos a promiscuidade e avancemos. Achei que Karl Urban nos serviu com uma boa interpretação e  tinha uma boa presença, tornando-se assim na melhor personagem do filme.
   Resumindo, é um thriller medíocre, que como atenuante, tem uma cinematografia lindíssima, presenteando-nos com paisagens deslumbrantes, em especial uma pequena cidade que parecia ter sido atingida por um holocausto nuclear. Absolutamente maravilhoso.
   Deixem os vossos pedidos e opiniões nos comentários.
   Fica o trailer que demonstra tudo o que uma rapariga não deve fazer quando se encontra na América do Sul.
  
   Nota- 4.2 / 10

 
 

quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Estreias da Semana de 28 de Abril de 2011

Thor



Aventura que une o Universo Marvel dos dias de hoje com o reino místico de Asgard. No centro da história está O Poderoso Thor, um forte, porém arrogante guerreiro, cujas imprudentes atitudes reacendem um antiga guerra. Como resultado, Thor é banido para a Terra, onde é obrigado a viver entre os humanos. Quando o mais perigoso vilão do seu mundo, envia as forças das trevas para invadir o nosso planeta, Thor aprende aquilo que é necessário para ser um verdadeiro herói.





Limitless- Sem Limites



Um escritor falhado, em maré de azar a todos os níveis, resolve experimentar uma nova droga que, sem saber, lhe aumenta exponencialmente a capacidade intelectual, torna-o mais rápido, intuitivo e até mais carismático. A sua vida muda de rumo devido á droga que ele não pára de consumir, mas eventualmente os efeitos secundários vão aparecer e a descoberta daquela droga não terá sido tão acidental quanto isso.






Artur 3- A Guerra Dos 2 Mundos



Nesta nova aventura, Maltazard encurrala Artur na terra dos minimeus e viaja no sentido oposto até ao mundo dos humanos. Agora, dois metros mais alto, Maltazard junta um exército de mosquitos gigantes na floresta próxima para tomar conta do universo. Apenas Artur parece ser capaz de impedir os seus planos, mas antes ele tem de voltar ao seu quarto e regressar ao seu tamanho normal. Preso no tamanho de minimeu, ele conta com a ajuda de Selenia e Betameche, e, surpreendentemente, com a ajuda de Darko, filho de Maltazard, que afirma querer ficar do lado dos minimeus. A pé, de bicicleta, de carro ou mesmo de Harley Davidson, Artur e os seus amigos irão precisar de toda a ajuda possível no combate final contra Maltazard.





Mother And Child- Mães e Filhas


Três mulheres partilham a mesma sensação: todas elas foram profundamente afectadas pela adopção. Karen uma mulher de meia-idade, amarga e solitária, engravidou aos 14 anos e na altura não teve outra escolha que não a de entregar a criança para adopção, porém nunca consegui ultrapassar o trauma de nunca ter conhecido a filha. Elizabeth criada como filha adoptiva, é hoje uma brilhante e ambiciosa advogada que nunca procurou o rasto da sua mãe biológica até ao dia em que engravida. Lucy está, juntamente com o seu marido, determinada em enfrentar uma odisseia para adoptar uma criança que se torne sua. Confrontadas simultaneamente com uma importante escolha de vida as 3 mulheres vêem os seus destinos cruzarem-se de uma forma inesperada.




Que pensam das estreias desta semana? 
De todo o cartaz, estou mais ansiosa por ver Limitless- Sem Limites, pois parece uma premissa bastante boa.
E vocês, o que acham?
Qual o vosso favorito?
Partilhem com todos as vossas opiniões deixando comentários.



Todas as sinopses foram obtidas no site http://cinema.sapo.pt/

The Roommate

"2.000 colleges. 8 million roommates. wich one will you get?"


“The Roommate”, que conta com Cam Gigandet, Minka Kelly, Alyson Michalka e Leighton Meester no elenco, é um thriller que conta a história de Sara (Minka), uma estudante que é designada para morar no mesmo alojamento estudantil que Rebecca (Leighton). As duas tornam-se amigas e tudo mais. No entanto, Rebecca começa a atingir pessoas do círculo de amizades de Sara. É aí que mora o perigo. E esta amizade começa a  tornar-se num relacionamento mortal."


    E basicamente é isto. Não há praticamente mais nada a acrescentar ao argumento. Existem alguns "sub- enredos" envolvendo os novos e antigos amigos de Sara, contudo são desnecessários e desinspirados, tal como o resto do filme. Não senti praticamente nada durante os cerca de 90 minutos. Não é assustador, nem comovente, não contém o factor suspense e o diálogo é do mais banal que existe.
   Quanto a performances, o que para mim ( quase) salvou este filme foi a interpretação de Cam Gigandet, que apesar de não trazer nada de inovador, serviu para introduzir alguma ligeireza e humor.
   Nunca senti qualquer tipo de empatia com nenhum dos personagens (à excepção de Gigandet), por isso não me interessei muito em saber quem morreria ou sobreviveria, o que resultou em 90 minutos de desperdício de tempo. As cenas de " luta" perto do final foram para além de ridículas, e o factor suspense é constituído apenas por um grande plano de uma das personagens com ar suspeito num quarto com uma pobre iluminação.
   A razão que me levou a dar a seguinte nota é que é um filme relativamente fácil de se ver e que não exige muita atenção a pormenores, podendo funcionar para algumas pessoas como uma maneira de matar o tempo, se tiverem padrões baixos. Não é, de modo algum, um filme inesquecível, que não faz nada mais do que nos entreter minimamente. Pelo menos não é excessivamente longo e a história desenrola-se num passo moderado. E é de certo modo agradável ver um elenco jovem e fresco, com uma aparição, sem bem que  algo curta, de Billy Zane.
   Deixem os vosso pedidos e opiniões nos comentários.
   Fica o trailer do filme que conta a história da companheira de quarto que dá com qualquer um doido. E não pelas melhores razões.

Nota: 4.3 / 10

terça-feira, 26 de Abril de 2011

Harry Potter And The Deathly Hallows

" The end begins "

AVISO: CONTÉM SPOILERS 

" O mundo dos feiticeiros tornou-se um lugar perigoso para todos os que estão contra Voldemort. E os aliados deste continuam a querer o prémio mais desejado: Harry Potter. Este tem de ser entregue a Voldemort... vivo. A única esperança de Potter é encontrar o Horcruxes antes que Voldemort o encontre a ele. Mas enquanto procura por pistas, ele descobre uma lenda muito antiga – a lenda dos Talismãs da Morte. E se esta for verdadeira, pode dar a Voldemort o poder de que ele precisa... "

   Depois do terceiro filme da saga de Harry Potter, desisti da história repetitiva e aprendi a apreciar os altos valores de produção e efeitos especiais. Infelizmente, neste capitulo, até isso desapareceu, deixando-nos com um dolorosamente lento e confuso filme com um surpreendente ( apesar do grande orçamento) número de cenas passadas numa tenda.
   Soube que algo estava errado quando adormeci passados quinze minutos e tive que lutar com o sono até acontecer algo interessante. Nomeadamente, a cena em que vão pela sanita abaixo (uma ironia muito aplicada à qualidade deste filme).
      Mais valia os feiticeiros armarem-se com sub- metralhadoras Uzi, ao invés da maneira como apontam as varinhas uns aos outros constantemente.
   Até o Dobby é mais poderoso que Harry Potter, o supostamente poderoso feiticeiro, que ao contrário do grande mago, foi capaz de se teletransportar a ele próprio e a todos os outros que estavam presos na masmorra.
   Aliás, já não é a primeira vez que Dobby salva Harry. Talvez fosse essa a razão da sua morte. Afinal de contas não podemos ter um simples elfo a roubar o protagonismo do herói, pois não?
   Quase gritei "usa a tua magia" na perseguição dos snatchers, mas, mais uma vez, parece que o Harry, apesar de tantos anos passados na escola de magia, prefere confiar nas suas pernas ao invés da sua varinha. 
   Já para não falar no nível inexplicável de angústia adolescente. Por momentos, pensei estar a assistir a uma reprodução de Twilight.
    Normalmente, quando um filme é mesmo mau, tenho dificuldade em escrever dez linhas que sejam para o descrever. No entanto, Harry Potter e os Talismãs da Morte tem tanto por onde se pegar, que achei este exercicio extremamente fácil. 
   Já sei que vou ser altamente criticada, mas é a minha opinião. 
   Não posso dizer que esteja em pulgas para ver o próximo capítulo.
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Fica o trailer de mais uma aventura do jovem mago, que de tanto correr, irá provavelmente concorrer à próxima edição dos Jogos Olímpicos na modalidade de atletismo.

   Nota: 4.9 / 10

segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Tangled- Entrelaçados

" O bandido mais procurado - e mais encantador - do reino, Flynn Rider, junta-se a Rapunzel e formam um improvável duo numa hilariante e frenética fuga de pôr os cabelos em pé, recheada de aventura, emoção, humor e muito cabelo! "

Vou começar por dizer que este filme é excelente. Não consegui tirar os olhos do ecrã durante uma hora e meia. Talvez o melhor filme de animação da Disney desde há muito tempo.
   A animação está fora de série, e fiquei mesmerizada com todos os pequenos detalhes em todas as personagens, objectos e cenários de cada cena. Este filme está repleto de imagens capazes de nos deixar sem fôlego. Em especial, uma cena com lanternas de papel que foi das coisas mais bonitas que já vi num ecrã. Nada mais poderia ter sido feito para melhorar os espantosos efeitos e animação utilizados.
   Antes de o ver, não tinha noção de que era uma animação musical, pelo que fiquei agradavelmente surpreendida. Achei as canções encantadoras e bem enquadradas, quer fosse uma cena de acção ou uma cena mais calma, como a das lanternas.
   Para além disso, é extremamente divertido. As minhas comendações vão para Maximus, o cavalo. O diálogo é perfeito, seja cómico ou mais sentimental, como no final. Juro que essa cena me enviou arrepios pela coluna acima.
   Foi com muita pena minha que não o vi nos nomeados de Melhor Filme De Animação na edição dos Óscares deste ano. Claro que o Toy Story e o Como Treinares o Teu Dragão são ambos bons, mas achei este muito mais merecedor deste titulo. Todos os aspectos deste filme são perfeitos. Seja a animação, a história ou a banda sonora, todos se combinam de forma encantadora, proporcionando-nos um espectáculo para miúdos e graúdos.
   Parabéns, Disney. Deixaram-me " entrelaçada". Espero ver mais como este, no futuro.
   Se gostam de um filme encantador, engraçado, belo e tocante, então este é para vocês. Prometo que não ficarão desapontados. 
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Assistam aqui ao trailer de um conto de fadas que nos deixa realmente entrelaçados nas nossas memórias de criança.

Nota- 9.3 / 10

domingo, 24 de Abril de 2011

sábado, 23 de Abril de 2011

The Rite



" Inspirado em factos reais, O Ritual segue a história de Michael Kovak, um seminarista que é enviado para o Vaticano, para estudar a prática dos exorcismos, com a qual ele é bastante céptico. Michael chega mesmo a desafiar os superiores, afirmando que para tratar uma possessão, é necessário um psiquiatra, e não um padre. É então que Michael vai trabalhar com o Padre Lucas - um lendário padre que realizou milhares de exorcismos - e, confrontado com um mal tão violento e aterrador, é obrigado a duvidar de tudo em que acreditava... "

   Adoro quando um filme começa com as palavras " Baseado em Factos Reais". Ou vai ser muito bom ou muito mau.
   O ritual parecia que iria ser misto desde o inicio. Parecia ser vitima do mesmo destino dos tantos outros filmes que abordam o tema dos exorcismos. Para além de correr o risco de revelar toda a história nos trailers. Felizmente para nós, este filme tens muitas surpresas escondidas na manga.
   A cinematografia será talvez a primeira coisa em que se repara visualmente. Os planos da cidade de Roma são simplesmente de cortar a respiração. O inicio faz com que o pingar de liquido de embalsamar, um baloiço ou um carrinho de compras virado, seja muito mais interessante do que realmente é. O trabalho de câmara foi elegantemente executado, originando planos extremamente bem captados.
   Provavelmente, isto é óbvio, mas é um filme que veria, mesmo sem saber o argumento, somente pela actuação de Anthony Hopkins. Não é que os restantes actores não façam um bom trabalho. Muito pelo contrário. Mas Anthony Hopkins rouba o estrelato de qualquer um quando entra em cena. O Padre Lucas Trevant é a mais forte e arrepiante interpretação com que Hopkins nos presenteou desde Hannibal Lecter, e o seu melhor dos últimos anos. Sem dúvida, um monstro no que toca à arte de representar. É espantoso ver um homem nos seus setenta presentear-nos com uma actuação tão física e absorvente.
   Voltando ao filme me si, as sequências de sonhos e alucinações foram das minhas favoritas. Sempre fui fã do surreal, do imaginativo, do criativo, e das coisas que de inicio não fazem sentido, mas que ganham significado com o avanço da história. Nunca pensei ficar intrigada com as acções de uma mula, ou que os sapos podem ter um significado mais sombrio do que se espera. O ritual consegue tudo isto muito eficazmente.
   The Rite dá-nos um filme sobre exorcismos que vale mesmo a pena ver. Foi, sem dúvida, um dos melhores filmes a que assisti este ano. Poderoso e sublime ao mesmo tempo, é um filme que nos faz pensar, quer acreditemos em possessão demoníaca ou não. Quanto a mim, que não tenho religião mas sou de espírito aberto , dormi com um crucifixo ao pescoço durante dias. E, apesar de já não o ter ao pescoço, continua na mesinha de cabeceira.
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Fiquem com o trailer de um filme capaz de deixar qualquer um perturbado, independentemente do seu credo ou religião.
  
Nota- 8.6 / 10


quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Medos- The Hole


 " What are you so afraid of ? "

" Dois irmãos encontram um buraco misterioso na cave da sua nova casa que os vai levar a percorrer caminhos sombrios e assustadores ".


  Este filme pode ser facilmente catalogado como a versão cinematográfica da famosa série para adolescentes "Arrepios". É um filme de " terror " para adolescentes e famílias com crianças. Antes de o ver, não sabia isto, mas também não fiquei despontada. É um bom filme, mas não esperem ficar assustados. Se procuram sustos, será melhor procurarem por algo feito para uma plateia mais adulta. Mas tenho a certeza que a maioria dos mais novos vão achar este filme realmente assustador. Apesar de ser capaz de assustar as camadas mais jovens, é mantido a um nível considerado apropriado para a família. Sei que parece estranho, mas se virão o filme, vão perceber.
   Tem boas cenas, mas nada de perturbador. Talvez com a excepção da cena do palhaço, que, para quem tem medo deles como eu, pode ser perturbador quanto baste.
   Os efeitos especiais são bons e credíveis, sem serem excessivos. Os que foram usados, fizeram perfeitamente o seu trabalho.
   O elenco conseguiu boas performances, que ajudaram bastante o filme em si. É de salientar que um elenco jovem e atraente, também atrai mais adolescentes aos cinemas.
    Resumindo, é um filme bem executado, com um argumento razoável que, pessoalmente, me entreteve bastante. É uma boa opção para passar uma tarde em família, se tiverem tempo para dispensar.
   Deixem os vossos pedidos e opiniões nos comentários.
   Fica o trailer de uma pequena lembrança dos nossos medos de criança.

   Nota- 5.9 / 10

quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Sanctum


 "Quando uma tempestade tropical força uma equipa de mergulhadores a entrar nas profundezas das grutas, esta equipa de mergulho vê-se confrontada com a fúria da água, com terrenos mortais e com o pânico, enquanto luta para encontrar a rota desconhecida em direcção ao mar. O instrutor de mergulho Frank Mcguire explorou estas cavernas do Sul do pacífico durante meses. Mas quando a única entrada é fechada pela força da tempestade, a equipa liderada por Frank – incluindo o seu filho de 17 anos, Josh e o financeiro Carl Hurley - é obrigada a alterar radicalmente os seus planos. Com recursos cada vez mais escassos, o grupo tem de navegar pelo labirinto subaquático, confrontando-se com a inevitável questão: vão sobreviver, ou ficarão encurralados para sempre? "


   Sanctum está longe de ser uma obra prima ou até mesmo um filme fantástico, mas também não está perto de ser uma abominação.
   Sanctum está longe de ser perfeito. A maior parte do diálogo é bastante comum e melodramático,  e não convence. A história tem alguns pontos previsíveis e aborrecidos, ao que não ajudou o facto de o filme em si ter demorado um pouco a arrancar, tendo os seu momentos mortos, algures pelo meio.
   Dito isto, como em todos os filmes de James Cameron, os valores de produção são impecáveis. Os cenários são de cortar a respiração e a iluminação é extremamente bem conseguida. Existem sequências, tanto nas cavernas como debaixo de água, que são verdadeiramente notáveis, e a cinematografia e editagem encontram-se no mesmo patamar de excelência. A banda sonora é apropriada, conferindo ao filme uma muito necessitada atmosfera e excitação.Tem acção e suspense em doses apropriadas, e a realização foi bem executada.
   Quanto às personagens, achei que não tinham a garra necessária para este filme, para além de serem pouco desenvolvidas. A representação é credível, dadas as circunstâncias. A Richard Roxburgh foi entregue a melhor personagem, a qual coincidiu com a melhor performance de entre todos. O elo mais fraco foi sem dúvida Ioan Gruffodd, que representou a personagem mais cliché e sub- desenvolvida, fazendo, ainda assim, um bom trabalho, se tivermos em consideração o papel que lhe foi dado.
   Acaba por não ser nem uma obra prima nem uma abominação. É apenas um filme decente, que poderia ter sido muito melhor do que realmente foi.
   Deixem os vossos pedidos e opiniões nos comentários.
   Fiquem com o trailer.

 Nota- 5.7 / 10




 

terça-feira, 19 de Abril de 2011

Prowl

" Amber sonha em escapar da sua pequena cidade e convence os seus amigos a acompanhá-la numa caça ao apartamento, na cidade de Chicago. Quando o seu transporte avaria, aceita uma boleia na traseira de um camião. Mas quando o condutor se recusa a parar e eles descobrem centenas de embalagens de sangue, entram em pânico. O seu pânico se transforma em terror quando o camionista os " descarrega" num escuro e abandonado armazém, onde criaturas sedentas de sangue aprendem a caçar presas humanas..."


   Para um filme de vampiros, Prowl está um patamar acima dos agora actuais disparates adolescentes que passam por filmes de vampiros no cinema e televisão, de hoje em dia. Os vampiros são ferozes e sangrentos, e não adolescentes encantadores com pele cintilante e cabelos longos. E esse facto foi refrescante.
   Contudo, não foi interessante o suficiente para causar impacto, e o argumento é um tanto vago. O final foi dos piores que vi desde há muito tempo. E quem, no seu perfeito juizo, apanha boleia na traseira de um camião?
   Os efeitos visuais do filme não são maus, havendo muito sangue para ser visto. Contudo, os vampiros aparecem constantemente como uma " mancha" devido à velocidade com que se movem, tornando difícil vê-los em grande detalhe. E isso é uma pena, pois estão muito bem caracterizados.
   Foi uma surpresa ver o Bruce Payne neste filme, especialmente com um sotaque disparatado. Para mim foi um dos momentos altos do filme, pois era uma fã do seu trabalho quando era mais nova. No entanto, nenhuma das personagens mais jovens foi memorável de forma alguma. Para além de que a maioria não esteve no ecrã tempo suficiente para sequer deixar saudades.
   Se gostam de filmes de vampiros que saiem do enquadramento do esperado em 2011, pode ser que queiram assistir a Prowl. Mas não tenham muitas expectativas pois é um filme um tanto fraco, com poucos momentos para satisfazer a vossa sede.
   Prowl foi o filme de abertura do festival After Dark HorrorFest deste ano de 2011.
   Deixem a vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Fica o trailer deste pequena lufada de ar fresco, no que toca a vampiros.


Nota-  4.8 / 10


sábado, 16 de Abril de 2011

As Viagens De Gulliver

" Nesta versão do conto clássico de Jonathan Swift, Lemuel Gulliver é um escritor que, para impressionar o editor de viagensdo jornal para o qual trabalha, se aventura em águas desconhecidas, num barco com destino ao Triângulo das Bermudas. Mas a viagem, agitada por tempestades, levam-no a um tipo muito diferente de ilha, habitada por uma civilização minúscula, conhecida como Liliputianos. Depois de um começo atribulado, o enorme Gulliver torna-se uma inspiração para os seus novos amigos de 15 cm e assim começam a aprender uns com os outros. Liderando os Liliputianos a uma vitória sobre os seus imbatíveis oponentes da ilha vizinha, Gulliver tem de combater um gigante mecânico e lidar com as suas próprias falhas para que finalmente emerja do seu pequeno mundo. "


   Bem, por onde começar? Sei que este filme tem tido uma maioria de criticas muito negativas no estrangeiro. Eu, porém, até gostei. Principalmente por ser uma fã de Jack Black. E é isso mesmo que temos aqui: o Jack Black a ser o Jack Black.
   As Viagens de Gulliver é uma comédia de fantasia divertida, que não se leva a si própria muito a sério. Não aprenderão nada, não vão chorar nem vão ser testemunhas de história cinematográfica a ser feita. Irão sim, passar uma hora e meia a ver um divertido filme familiar, que não finge ser aquilo que não é. É um filme que, na sua essência, mantém o aspecto original do conhecido conto. No entanto, foi-lhe dado um toque moderno com algumas referências a Star Wars, Guitar Hero, Twilight e mesmo Avatar. No entanto, a forma que utilizam para apagar fogos, continua a ser a mesma. Quem viu o filme, sabe do que estou a falar. Pobre Rei.
   Sinceramente, não percebo a razão pela qual este filme obteve criticas tão negativas. Será que tudo tem que ser criticado ao ponto de perdermos um agradável serão em familia? Às vezes não quero ter que me concentrar em enredos e argumentos. Às vezes só quero escapar do mundo real, nem que seja só por hora e meia.Nem todo o filme tem que ser digno de Cannes...
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários
   Fica aqui o trailer de uma terra de gente pequena, com um grande coração.

   Nota- 5.9 / 10

sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Let Me In

" Abby é uma misteriosa miúda de 12 anos que se muda para a casa ao lado da de Owen. Owen, para além de socialmente excluído, é fortemente perseguido na escola e na sua solidão forma uma profunda ligação com a nova vizinha. Sem deixar, no entanto, de reparar que Abby é diferente de toda a gente que já conheceu. À medida que uma série de sinistros assassinatos ocorrem na cidade, Owen tem que encarar o facto de que esta aparentemente inocente miúda é, na realidade, uma selvagem vampira. "

   A classificação média dada a este filme( para quem não viu o original) é causada por expectativas erradas, maioritariamente causada pelo trailer. Eu estava à espera de um decente filme de terror de vampiros com uma pequena vampira que entra num frenesim sanguinário na escola local, alimentando-se de todos os miúdos, com um pequeno herói que, ao descobrir a sua verdadeira identidade, a mata de maneira dramática. Infelizmente, não foi esse caso. É um romance vampiro sobre um menino que faz amizade com uma menina vampira.
   Dito isto, continua a ser um filme muito superior à medíocre e desinteressante  saga Twilight.
   O argumento é bem escrito e os jovens actores são extremamente realistas nos seus desempenhos. A amizade entre os dois é algo carinhosa, e faz-nos sentir empatia pelas suas existência solitárias.
   O filme não tem propriamente um passo acelerado ( confesso que descansei os olhos algumas vezes durante o inicio), mas é interessante assistir ao desenrolar da história. É claro que ajuda o facto de ter algumas cenas mais gráficas. 
   Resumindo, se querem ver um filme de terror ao fim da noite, afastem-se deste. Se por outro lado, quiserem assistir a uma história calma e bem escrita, e se tiverem um bom stock de cafeína disponível, então este filme é para vocês.
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Eu deixo-vos com o trailer de uma obra algo complexa, que certamente, não será para todos.


Nota- 6.2 / 10


 

quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Faster


" Depois de 10 anos na prisão, Driver (Dwayne Johnson) tem um único objetivo - vingar o assassinato de seu irmão ocorrido durante um assalto a banco mal executado que também ocasionou sua própria prisão.
Agora que ele é um homem livre e com uma mortal lista de tarefas em mãos, pode finalmente começar sua missão, mas há dois homens em seu encalço - um policial veterano (Billy Bob Thornton) à apenas alguns dias de sua aposentadoria, e um jovem e egocêntrico assassino (Oliver Jackson - Cohen) com um dom para a arte de matar e um recém descoberto oponente.
Começa uma corrida de vida ou morte até o final da lista, enquanto o mistério envolta do assassinato de seu irmão se aprofunda e novos detalhes surgem ao longo do caminho insinuando que a lista de Driver talvez esteja incompleta. "


   Começo já por dizer que este filme não é inovador, nem tem pretensões em sê-lo. É um simples thriller de acção e vingança, com um enredo bem executado.
   Exceptuando estes pontos, foi um filme muito bom de se ver. Adorei como o " The Rock " finalmente decidiu voltar aos filmes de acção, afastando-se assim dos filmes mais infantis que tem feito ultimamente. A sua presença no ecrã é espantosa e intensa. Traz à lembrança os seus dias do wrestling.
   A música e ambiente são muito bons, inspirados nos antigos filmes de vingança dos anos 70. O filme inteiro foi uma ode às obscuras e envolventes peliculas vingativas, muito no estilo de Kill Bill. Acertaram em cheio no ambiente e no tom, e a banda sonora não se ficou atrás.
   As cenas de acção também satisfizeram, já que a personagem principal transpirava pura raiva e ódio. Os duelos foram interessantes, tal como as personagens do Assassino ( com quem mais senti empatia ) e do Policia. A história de todos desenrola-se de maneira intrigante, caminhando para o climax enquanto o filme progride.
   Resumindo, gostei muito deste filme e recomendo-o a quem quer um serão bem passado. Garanto que não será tempo perdido.
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentário.
   Fica aqui o trailer de um bom filme de acção.

   Nota- 7.0 / 10

terça-feira, 12 de Abril de 2011

1000 Visitas




   Pois é. Chegámos às 1000 visitas. Quero agradecer a todos vós por todo o apoio. É também por vocês que faço isto.
    Foram muitas horas de trabalho, mas valeram a pena.
   Muito obrigada por tudo e que venham mais mil.
   Parabéns, Cinemagia.
   Bons filmes a todos!!!

Splice - Mutante

" Os prestigiados Engenheiros Genéticos Clive e Elsa especializaram-se na fusão de ADN de diferentes animais para criar incríveis híbridos. Desta vez, eles pretendem usar o ADN humano num híbrido, numa experiência que pode revolucionar a ciência e a medicina. Mas quando a empresa farmacêutica que financia a sua pesquisa os impede de continuar, Clive e Elsa, prosseguem a experiência em segredo - arriscando as suas carreiras para ultrapassar as fronteiras da ciência e satisfazer a sua própria curiosidade e ambição. O resultado é Dren, uma fantástica e estranha criatura com uma inteligência singular e com características físicas inesperadas. No início, Dren supera todas as expectativas de Clive e Elsa, mas enquanto a criatura cresce e aprende a um ritmo intenso, a sua existência ameaça tornar-se no seu maior pesadelo. "


   Todos os anos estreia um punhado de filmes que causa reacções muito fortes nas suas audiências. Estes filmes despertam apenas duas reacções: Adorei ou Detestei. Deviam haver mais filmes assim.  Estes filmes causam discussão, discussão faz as pessoas pensarem, e quando as pessoas são forçadas a pensar, isso faz com que um filme seja memorável. Filmes memoráveis, adorados ou detestados, são o que define o cinema.
   Acredito que as pessoas não gostam de se sentir confortáveis quando se sentem desconfortáveis. Splice faz-nos sentir desconfortáveis desde o começo até ao final. É suposto Splice perturbar, e quem sabe até horrorizar, as audiências. Quando fui ver este filme, estava à espera de ver imagens perturbadoras de violência e "gore". Fiquei agradavelmente surpreendida quando descobri que não era o caso. Achei que as personagens e respectivas relações, eram mais perturbadoras que qualquer imagem violenta. Neste filme, é-nos  apresentada uma dinâmica familiar  como nunca vi antes num ecrã.
    Adrien Brody e Sarah Polley estão em excelente forma. Ambos convenceram na demonstração de sentimentos que muitos pais recentes experienciam, ao criar um filho pela primeira vez. É claro que neste caso, a criança é algo especial. Sente-se o desespero de não saber o que o seu filho precisa, ou angústia de o ver a sofrer e não saber o que fazer para ajudar, ou a frustração de lidar com um adolescente na pré- puberdade.
   Somos apresentados a Chanéac, que tão bem interpreta a personagem Dren, a criação dos dois cientistas. Uma performance animalesca. Os seus movimentos como criatura juvenil são rápidos e precisos, tal como os animais que foram inseridos no seu ADN. No entanto à algo de inocente e infantil nela, como se estivesse a experienciar tudo pela primeira vez. Embora tenhamos sempre a sensação de que algo de errado se passa com ela.
   Splice é extremamente eficaz a aumentar a tensão, fazendo com que os espectadores se sintam envolvidos na história e simpatizem com as personagens.Em especial com Dren. Pelo menos foi o meu caso. O final, apesar de algo inesperado, não tira  magnificência alguma ao filme. Bem escrito, bem interpretado e bem realizado. Dou os meus parabéns a todos envolvidos na criação de Splice, por terem dado um passo arrojado no mundo da ficção cientifica, dando-nos assim algo original para relembrar e discutir nos anos vindouros. Mesmo que seja algo tão susceptível como o assunto da clonagem e modificação genética. Certamente, irá tornar-se uma obra de culto.
   Para os que ainda estão indecisos sobre ver ou não este filme, só vos digo que foi o filme que mais vezes vi no ano de 2010.
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Em baixo fica o trailer de um futuro que talvez esteja mais próximo do que imaginamos.( A Dolly que o diga. )


Nota- 8.5 / 10

Dinner For Schmucks- Jantar de idiotas

" A história de Tim, um executivo com grandes ambições de carreira que acaba de receber o seu primeiro convite para o "jantar de idiotas", um evento mensal, realizado na própria casa do seu patrão, que confere 'direito à basófia' (e potencialmente mais) ao executivo que convidar o maior tótó. A noiva de Tim, Julie, acha tudo isto de muito mau gosto e ele concorda em não ir ao jantar, até dar de caras com Barry - um funcionário das finanças que dedica o seu tempo livre a construir elaborados dioramas com ratos embalsamados - e rapidamente percebe que descobriu o idiota de ouro. Tim não resiste e convida Barry, cujas desajeitadas boas intenções transformam num ápice a vida de Tim numa frenética espiral descendente recheada de desgraças, pondo em causa um negócio de primeira linha, trazendo de volta à sua vida Darla, a ex-namorada perseguidora, e colocando Julie (ou assim pensa Tim ) nos braços de outro homem..."


   Dinner for schmucks não é apenas uma comédia engraçada. É hilariante e, para mim, uma das melhores comédias dos últimos anos, no mesmo patamar de The Hangover.
   O grande número de criticas negativas é um mistério para mim. É verdade que o idiota mor interpretado por Steve Carrel é uma personagem com muitas falhas, e apenas posso concluir que as pessoas que não entenderam este filme, não conseguiram ultrapassar isso mesmo. Se não conseguem viver com uma personagem com falhas profundas, provavelmente não irão gostar de Dinner for Schmucks.
   É um filme com duas personagens principais: um é inteligente e cínico; o outro é burro e inocente. Carrel e Rudd amplificam isso mesmo de maneira hilariante. Rudd interpreta um jovem executivo, muito inteligente e cheio de sucesso, no mundo financeiro. Tem um estilo de vida e uma namorada maravilhosos, com a excepção de um pequeno problema: o seu emprego requer que demonstre comportamentos não muito... simpáticos. Contudo, ele é bem pago para isso, e tem um futuro brilhante à sua frente. Está disposto a abdicar um pouco dos seus princípios, ao fazer algo que até é completamente legal. Afinal, não se tem que  gostar do que faz.  Como muitos de nós no mundo industrializado, especialmente no mundo dos negócios, ele vende um pouco da sua alma e recebe um carro em troca. Alguns espectadores podem não se sentir confortáveis com este aspecto. Talvez porque já estiveram na mesma posição?

   A outra personagem, Barry, interpretada por Carrel, é patologicamente desastrado. É uma das melhores demonstrações em cinema de um " calhau " patético que algumas vez vi. Felizmente, tem algumas qualidades redentoras: é um excelente embalsamador, e o seu passatempo de empalhar roedores mortos e colocá-los em cenários de dioramas, é para ele uma arte.  As suas intenções são boas, o seu coração está no local certo, mas ele é tão " aluado", tão socialmente retardado, que causa problemas gigantescos a qualquer pessoa que conheça. Como resultado, não tem amigos. Está completamente só no mundo, mas ainda assim, consegue manter  uma vista positiva sobre a sua vida. Esta é talvez outra razão por que algumas pessoas achem este filme algo doloroso de se ver, e será difícil ouvirmos deles uma gargalhada. Talvez vejam muito do Barry neles próprios.
   Mas para aqueles que conseguirem reconhecer as suas falhas e defeitos, e até rir-se deles, Dinner for Schmucks é um fantástico e hilariante filme. Para além de ter uma bonita mensagem de aceitação e inclusão social. Com o progresso do filme, aprendemos que todos somos idiotas, de uma forma ou de outra. Viveremos todos melhor se nos aceitarmos uns aos outros. Com falhas incluídas. E ao aceitar as nossas falhas, e até ao rirmos delas, seremos todos pessoas melhores. Eu adorei este filme...
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
   Fica aqui o trailer de um filme que nos ensina a viver melhor, e nos faz soltar imensas gargalhadas enquanto o faz...

Nota: 8.2 / 10


segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Battle: Los Angeles

" Embora não tenha estrelas de primeira linha no elenco, este é um dos títulos do género mais aguardados do ano, com uma selecção criteriosa das imagens que ao longo do tempo foi deixando «escapar» para a Internet. A história, tanto quanto se sabe, envolve a luta de um pelotão de Marines contra uma invasão extraterrestre nas ruas de Los Angeles, o estilo é de falso documentário, e o realizador, Jonathan Liebesman, até agora quase só confinado ao cinema de terror, vê aqui uma primeira oportunidade de abrir asas para um género mais popular. "


   Battle Los Angeles mexeu comigo. No inicio, pensei que ia assistir a um filme de invasão de extraterrestres, semelhante a muitos outros. Pensei que ia assistir a outro Independence Day, desejando recuperar o tempo que tinha perdido. No entanto, estava completamente enganada. Não sei porque existe tanta gente que não gosta deste filme. Eu fiquei impressionada.
    O filme centra-se num grupo de Marines dedicados que são enviados para combater o inimigo que, neste caso, são extraterrestres. Não nos é dada muita informação sobre como os extraterrestres cá chegaram, ou quais os seus planos. É por isso que é tão bom. O filme não é tanto sobre extraterrestres, mas sim sobre as batalhas internas que existem em cada Marine.
   Existiram momentos de suspense bem compassados, assim como algumas cenas mais emotivas. ( e eu que o diga. Sou uma chorona por natureza, e apesar de estar a ver o inferno à solta na terra, passei os últimos 45 minutos a chorar.)
   Aaron Eckhart dá uma interpretação deveras realista e recheada de emoção, tal como o restante elenco. Existe muita gente que diz não ter gostado da raça alienígena.  Eu sei que isto não é o District 9, mas até achei que os efeitos especiais estavam muito bem, tendo em conta o orçamento e a quantidade de explosões a que assistimos.
   No fim de contas, este filme executa uma fórmula básica. Existiram algumas cenas que já eram esperadas, mas que não retiraram nenhuma grandeza a esta obra. Pelo contrário. 
   Mesmo sendo recheado de acção desde o inicio até ao final, quem for assistir deve fazê-lo pelo filme que é, e não pelo que desejavam que fosse. Talvez, como eu, fiquem positivamente surpreendidos. Quem gosta de acção, certamente não ficará desiludido, e quem gosta de emoção também não.
    Para mim, é o melhor filme do género feito até hoje. Muito acima de  Independence Day e no mesmo patamar de District 9, talvez até um pouquinho mais alto, devido não só às interpretações extremamente realistas, mas pelo simples facto de ser uma hipótese plausível nos dias de hoje. Pronto, podem começar os comentários a dizer que sou doida. Só digo o que penso.
   Mas, como disse antes, este filme mexeu comigo. Não pelo facto de estarmos a ser  invadidos, mas apenas por assistir à simples condição humana. É incrível como nas circunstancias ideais, os seres humanos se conseguem unir, esquecer as diferenças, e mostrar uma irmandade e sentido de camaradagem que transcende tudo o resto. Só é pena que essas circunstancias aconteçam apenas quando existem guerras, e que sejamos nós próprios a começá-las.
   Deixem as vossas opiniões e comentários.
   Fica aqui o trailer da batalha de uma vida.


Nota: 8.3 / 10





domingo, 10 de Abril de 2011

Tron: Legacy



" Tron Legacy’ é uma aventura high tech em 3D, passada num mundo digital como nunca antes vimos no grande ecrã. Na continuação do sucesso de 1982, o filme mostrará a história de Sam Flynn (Garrett Hedlund), o especialista em tecnologia de 27 anos filho de Kevin Flynn (Jeff Bridges), investiga o desaparecimento do pai quando se vê preso dentro do mesmo mundo povoado por programas ferozes e jogos fatais em que seu pai tem vivido há 25 anos. Junto com sua fiel confidente (Olivia Wilde), pai e filho embarcam numa jornada de vida ou morte através de um universo cibernético deslumbrante que se tornou muito mais avançado e extremamente perigoso. "


   A expectativa é uma coisa engraçada. Para todos os filmes, existe uma expectativa diferente. E sentir desapontamento com um filme não é nada de novo.  Mas este não é caso para isso.
Se tinham intenção de reviver as vossas memórias de infância do velho Tron, esqueçam.
    Este é o novo Tron. É negro, é esguio, tem mau feitio, é sexy. Uma nova abordagem à série Tron com um novo foco e visual renovado. E com banda sonora dos Daft Punk em honra do original, para fechar o contrato.
    Tal como o original, ou se adora ou se detesta. Tron foi um gosto adquirido, e Tron- O Legado não é diferente nesse aspecto. Como fã do original, deixei as minhas expectativas à porta. E como resultado, fiquei  boquiaberta com esta viagem estonteante.
    É um filme com brilho e visualmente arrebatador. Mas ao mesmo tempo é rude e áspero. Por cada momento de brilhantismo, existe um momento em que o espectador sente a frustração e emoção da personagem. O espectador é inserido na conflituosa mente de Sam Flynn, e isso é uma das muitas coisas que fazem com que este filme seja brilhante.
    Garret Hedlund esteve muito bem no seu papel, mas foi ofuscado pelo grande Jeff Bridges numa actuação impressionante. A juntar a isto temos ainda a performance da sexy Olivia Wilde que, pelo que vi, divertiu-se imenso a rodar esta pelicula. E não é para menos.A personagem de Clu, inteiramente concebida através de CGI, é uma maravilha da era moderna, captando um Jeff Bridges vinte anos mais novo com detalhes de cortar a respiração. Mas quem roubou o espectáculo foi Michael Sheen, que apesar de nos dar ares da sua graça apenas por alguns minutos, nos deu uma interpretação completamente arrebatadora e inesquecivel. Depois verão o quero dizer.
    A banda sonora a cargo dos Daft Punk é brilhante. Com um toque ligeiramente épico e com uma sonografia reminiscente aos anos oitenta, faria o John Carpenter orgulhoso.  ;)  Por outras palavras, é magia para os nossos ouvidos.
    O 3D é outro toque excelente. Adora como o 3D só começa quando entramos na Grelha. Dá ao filme um toque humano e, como resultado, é mais divertido de se ver. O Avatar abriu a porta, e o Tron deitou a porta abaixo e levou a parede atrás.
    Em geral, Tron é uma obra prima subestimada. Certamente não agradará a todos, mas as pessoas irão vê-lo pelo clássico que um dia será. Quanto a mim, fiquei mesmerizada com todo o aspecto visual e futurista  desta obra que recomendo a todos os fãs do género, e não só.
    Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentãrios.
    Fiquem com  o trailer desta maravilha que será uma besta bestial da ficção cientifica.


Nota: 8.4/ 10 




sábado, 9 de Abril de 2011

Passatempo DVD- " The Midnight Meat Train- O Comboio da morte"






   Todos os meses irei oferecer um dvd original à pessoa com a melhor frase que contenha as palavras " Maio " e " Cinemagia ".
   O vencedor, além de ganhar o Dvd, verá a sua frase, devidamente identificada, exposta durante 1 mês aqui no blog. Terá também a hipótese, se assim o escolher, de escrever a critica de um filme à sua escolha para ser aqui exibida permanentemente.
   Podem concorrer até dia 30 de Abril de 2011, deixando a vossa frase nos comentários de qualquer um dos meus posts. Dia 1 de Maio contactarei e anunciarei aqui o vencedor, postando de imediato a sua frase.
   Não se esqueçam que a frase deve incluir as palavras Maio e Cinemagia.
   Podem participar as vezes que quiserem.
   O DVD que irei oferecer será " The Midnight Meat Train- O Comboio Da Morte", um dos meus filmes de terror preferidos de 2008, que lançou Bradley Cooper para o estrelato .

   Extras : 
- " Clive Barker"
- A história de Mahogany
- Anatomia de uma cena de crime


Criticas: 
- " De longe a melhor adaptação de Clive Barker desde o primeiro Hellraiser". ( Cinematical )
- "  Afiado e cruel". ( Boxoffice Magazine )

VÁLIDO APENAS PARA PORTUGAL CONTINENTAL.







*** Aviso, desde já, que o trailer não faz jus ao filme.Grande obra da mente do mestre Clive Barker.









The Green Hornet- O Besouro Verde

   " Britt Reid é filho do mais respeitado magnata dos media de Los Angeles, e leva uma vida boémia, de excessos e festas. Até ao dia em que o seu pai morre misteriosamente, deixando o vasto império que construiu nas mãos de Britt. Inesperadamente, Reid desenvolve uma relação de amizade com um dos empregados do seu pai, o inventivo Kato, e os dois começam a planear fazer algo de útil das suas vidas: lutar contra o crime. Para tal, disfarçam-se de criminosos, de modo a conseguirem chegar perto dos verdadeiros maus da fita. É desta forma que Britt se torna o vigilante Green Hornet e Kato o seu parceiro. Rapidamente, os dois começam a ser conhecidos no mundo do crime, e com ajuda da secretária de Britt, Lenore Case, pretendem acabar de vez com o rei do submundo de Los Angeles - Benjamin Chudnofsky. Mas Chudnofsky tem outros planos: acabar de vez com o Green Hornet..."

   

Na minha opinião, o Green Hornet é o melhor filme de super- heróis dos últimos tempos, no mesmo patamar de Iron Man e The Dark Knight. Superou completamente as minhas expectativas. Já sabia que era uma comédia de acção, género que geralmente me atrai bastante, e por isso não estava preocupada. O humor, além de ser bem equilibrado com a acção, foi simplesmente fantástico. O Seth Rogen está hilariante, e quanto ao Kato... Bem... Digamos que é o homem que todas as mulheres gostariam de ter: inteligente, bonito, mecânico excepcional  e simplesmente genial. Tem um certo " je ne sais quois"  que é totalmente irresistível. E aparentemente, faz um café do outro mundo. Ambos têm uma química muito apelativa.
   Temos uma participação especial do actor James Franco logo no inicio, para adoçar a boca. A Cameron Diaz foi satisfatória no seu papel, mas os louvores vão para a personagem Chudnofsky/ Bloodnofsky, interpertrado pelo talentoso Cgristopher Waltz. Um vilão com uma dose de loucura apenas equivalente ao Joker e ao Scar do Rei Leão.  :)
   As sequências de acção são visualmente deslumbrantes e bem coreografadas, e uma delas, em especial, achei muito engraçada, quando as duas personagens principais se envolvem  numa pequena rixa. 
   Em geral, Seth Rogen (que é também o co- argumentista) acertou na mosca. É assim que se faz um bom filme. Para mim, talvez o melhor filme de acção do ano, até agora. Estou ansiosa pela sequela. Se procuram um fantástico filme de acção e comédia, então o Green Hornet é para vocês.
   Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.     
   Deixo-vos com o trailer desta dupla fantástica. Preparem-se para ser picados...

   P.S.- Até agora, o meu sonho, tal como 99% de todos nós, era ganhar o euro milhões. Mas passou para segundo plano, pois agora o meu sonho é ter um muscle car como aquele. E se vier com aquele motorista, morrerei uma mulher feliz... Bora nessa, Kato.

   Nota: 8.7/10    



sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Season Of The Wtch- Época Das Bruxas

" Séc. XIV. Um grupo de cavaleiros transporta uma rapariga, suspeita de bruxaria, até um mosteiro onde irá ser julgada pelos monges. Mas a viagem vai ser mais longa do que imaginavam."


Nicolas Cage precisa escolher melhor os seus papéis. Alguns actores conseguem interpretar num filme de época. Infelizmente, o Cage não é um deles.
    O enredo nem parece ser mau, mas Cage parece desconfortável na sua cota de malha, fato de cabedal e peruca horrenda.
    Supostamente é um filme de aventura sobrenatural mas, com a excepção de algumas boas lutas de espada, falta-lhe algo. As personagem não têm tempo para desenvolver, e o fraco argumento, envolto em clichés, parece ter sido feito apressadamente.
    Para piorar as coisas, os personagens principais foram forçados a executar o pior diálogo Shakespeariano alguma vez visto em filme. Mais parecia uma produção escolar de Hamlet.
    A única coisa que salva este filme são as excitantes cenas de luta, e uma cena em particular, envolvendo uma ponte em ruínas.
    O elenco secundário faz um trabalho extremamente melhor que os actores principais, especialmente Clare Foy, que interpreta a bruxa.
    Esperei ansiosamente por este filme durante um ano, e apesar de até ter minimamente apreciado a experiência, aguardaria de boa vontade mais 12 meses para ver uma obra à altura do grande actor que é Nicolas Cage.
     Estritamente para fãs de Cage, nos quais eu me incluo, ou para pessoas com fracas expectativas no que toca a cinema.
      Deixem as vossas opiniões e pedidos nos comentários.
      Deixo-vos com o trailer desta obra que poderia ter sido... mas não foi.


 Nota:  5.3/10